10.7.11
esplanadas de verão
3.7.11
30.6.11
spam
O Verão está a chegar e a ProAtlântico não se esqueceu de ti, vamos realizar vários intercâmbios Europeus dirigidos a jovens dos 13 aos 30 anos.
Os projectos deste ano
(blá blá blá...)
Não percas tempo, inscreve-te já!!!!!
blá blá blá blá..."
como é que eu fui parar a esta mailinglist?
que gozo é este dos jovens dos 13 aos 30 anos?
como não se esqueceram de mim se nem se lembram da minha idade?
como não perco tempo?
por favor!!
spam
(e o verão já chegou)
29.6.11
27.6.11
26.6.11
Visualizações de páginas por país
25.6.11
17.6.11
salta salta
15.6.11
há dias XXI
há dias em que o universo se organiza para nos ajudar a tomar decisões
e embala o nosso cansaço.
14.6.11
salta!
salta!
salta agora!
vá!
salta!
é tão bom!
(tu sabes)
já conseguiste chegar à beirinha da pedra!
já estás mesmo à beirinha!
agora é só saltar!
tens o mar todo à tua espera lá em baixo!!
vai!!
é agora!
força!
salta!
(fico a festejar e ver-me-às quando a tua cabeça sair de dentro da água)
12.6.11
pontes
9.6.11
5.6.11
1.6.11
13 Jan 2005, Avencas, com o M.
- Transferência para o pai
- Fazer simulações de empréstimos
- Cartão TMN
- Fazer o cachecol da Joana
- Escrever cartas
- Cheirar bem todos os dias
- - lavar roupa sempre
- - pôr colónia
- Ler pelo menos uma boa frase todos os dias
- Fazer o papel para escrever os afazeres
- Decidir o que fazer aos vales FNAC
- Escrever aos barcelónicos
28.5.11
brincar aos haikus
Um passarinho
Canta à desgarrada
Felicidade
Um senhor gordo
Fala à sua noivinha
Põe-se ali o sol
Cães violentos
Correm pela avenida
A vida é breve
26.5.11
24.5.11
22.5.11
o teatro municipal
ontem, voltei a entrar no teatro municipal. já não para a festa de fim de ano de nenhuma escola de música ou dança, mas para fazer parte da plateia. levava uma forte emoção de estar de novo a entrar num espaço de memória e, enquanto esperava e reconhecia alguns dos rostos à minha volta e os tentava localizar no tempo, pensava em como a tinha guardada. os camarins por onde corria de um lado para o outro numa euforia característica, o espaço antes das cortinas onde esperava a minha vez e espreitava às escondidas, as entradas sorridentes com o tutu que me fazia sentir tão menina, a ansiedade de encontrar alguém conhecido a ver-me na plateia, o nervosismo para não me enganar, a vontade de rir desse mesmo nervosismo. sentia-me, enquanto esperava, de visita ao meu próprio passado e senti um gosto imenso de estar a revisitar tudo isto e uma curiosidade imensa de saber do espaço para lá das portas.
abriram-nas finalmente e eu segui a fila dos lugares ímpares. quando entrei na sala a minha memória deu saltos rápidos entre o passado e o presente. bem rápidos. a minha memória não reconheceu o espaço. tinha havido obras, eu sabia, e tudo estava diferente e tudo era muito mais pequeno do que a minha memória guardava. atravessei a sala dum lado ao outro num instante e não quis acreditar que aquele salão da minha infância era ,e sempre tinha sido afinal, só esta sala. no palco, o homem para quem dei os meus primeiros passos, apresentava o primeiro painel. também ele mais pequeno do que eu me lembrava.
à noite, ainda guardava estas imagens e a sensação espacial e temporal do teatro estar diferente e de eu própria estar também diferente. garantiram-me que o teatro não estava mais pequeno, apesar das obras. e que, sim, eu é que tinha crescido.
talvez eu tenha crescido só uns quarenta centímetros desde essa altura, mas o teatro municipal diminui muitos e muitos metros.
vou guardar a memória da infância. a enormidade da sala e da sensação. é esse o teatro que vou guardar para sempre.
20.5.11
o estilo
o estilo nunca nos deixa ficar mal!
o estilo fica bem a toda a gente!
e tudo fica bem ao estilo!
ainda bem que inventaram o estilo!
ainda bem que o estilo está na moda!
ainda bem que, graças ao estilo, pude sair à rua com um saco de compras a fazer de carteira!!
19.5.11
15.5.11
bola preta
12.5.11
28.4.11
17.4.11
13.4.11
rua
ela não conseguiu,
naquele dia de primavera,
deixar de desviar o seu caminho e de voltar a passar por lá.
não houve nenhum movimento.
mas,
naquele curto espaço de tempo,
todas as imagens possíveis voltaram àquela varanda
e duas pessoas voltaram a estar lá em cima.
5.4.11
4.4.11
carta V
não posso deixar de te dizer que a varanda está a ficar linda e que espero que cuides bem de todas as plantas. fica maravilhoso o jardim suspenso, no meio da cidade, com vista para o rio e para as estrelas. grande ideia!
é espantoso ver-te a apreciar a primavera como nunca antes tinha visto. as fotografias. os olhos bem abertos. os gritos perante as flores novas nas árvores. (percebi a tua emoção ao olhar para a tua querida ameixoeira que finalmente ganhou flores e folhas, como há tanto esperavas.)
também não posso deixar de te dar os parabéns pela tua conquista dos bichos da seda* e das flores das fadas. já sei que te deixou muito contente teres conseguido trazê-los para esta primavera.
fico aqui a apreciar a tua alegria.
cuida bem de ti.
um abraço daqueles fortes de que tu tanto gostas
p.s também reparei que tens usado agenda. boa!
* para não te esqueceres da tua descoberta, vou escrevê-la aqui no rodapé da carta: num dos dias em que andavas no jardim com os meninos da tua sala, reparaste que a amoreira já tinha folhas muito pequeninas. a tua cabeça primaveril começou a pensar nos ovinhos dos bichos da seda que tinhas guardado junto ao teu cacifo e na possibilidade de eles estarem também a desabrochar. e, pois bem, acertaste em cheio: umas minúsculas linhas pretas tinham já furado o ovo para vir viver. impressionante, a natureza, não é? agora já sabes como se fazem os ciclos destes bichinhos, só te falta descobrir o que fazer com os casulos.













